terça-feira, 14 de outubro de 2008

Leituras Nocturnas


Antes de mais peço desculpa pela ausência. Há muito que não digo nada ao Escrito à Noite e, por isso, hoje vou falar-vos sobre uma das formas como tenho ocupado os meus últimos tempos.

Recuamos dois livros, e chegamos ao título Enquanto Salazar Dormia. O autor é Domingos Amaral, mais conhecido do grande público como ex-director da revista masculina que, em Portugal, tem o nome de Maxmen. Estamos na Lisboa dos anos 30/40, uma cidade cheia de glamour e frequentada por altas individualidades provenientes de todo o mundo.

Enquanto Salazar Dormia - será que dormia? - muitas decisões e jogos de bastidores da II Grande Guerra Mundial tinham como palco a capital portuguesa. Através dos olhos de um espião meio português meio inglês, Domingos Amaral guia-nos pelas ruelas e bêcos das relações de poder e contra poder entre britânicos (mais tarde aliados), e alemães.

Amor, aventura e intriga, num livro que se lê sempre com a sensação de charme "do preto e branco", onde não há espaço para o aborrecido.

Recuamos um livro e fechamos o trio de José Rodrigues dos Santos. Depois de Códex e a Fórmula de Deus, O Sétimo Selo foi devorado com o mesmo interesse, espanto e rapidez.

O que veio a mais? A apreensão. Nesta úlltima aventura do Prof. Tomás Noronha, o autor oferece-nos um cenário pouco menos que negro sobre o futuro da humanidade. Um amanhã que encontra já muitos sintomas na realidade de hoje, e que dá uma "mãozinha" na percepção de alguns problemas que vão assolando o planeta.

Em O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos mantém o nível das suas edições anteriores, deixando aberto o apetite por mais peripécias lado a lado com o criptanalista-007-professor Tomás Noronha.

Chegamos ao livro actual. Equador de Miguel de Sousa Tavares. Certamente já lido pela maioria dos meus eventuais visitantes que, quase de certeza, têm opinião muito positiva. O motivo pelo qual só agora parto à descoberta da África colonial do início do século passado? Não gosto de ler aqueles livros que toda a gente anda a ler. Porquê? Já sei que vou ficar a saber a história antes de chegar às últimas páginas.

Ainda não terminei Equador, aguardo com alguma ansiedade a chegada do próximo cônsul inglês a São Tomé e Príncipe. Quero ver como Luís Bernardo - o nosso protagonista - vai mostrar ao beef, em nome da pátria, que a escravatura é um processo obsloleto, desumano e, consequentemente, há muito abandonado pelo Reino de Portugal.

Cheira-me que pode ser interessante. Até breve.

1 comentário:

JDR disse...

Só te adianto que o rei d. carlos morre em 1908. mas esta informação é pura ficção :P