segunda-feira, 17 de março de 2008

Cartas Perdidas - Parte 5


De estrela em estrela vou-te acendendo a noite. No céu, antes escuro, desenhei-te uma lua em forma de coração. Com a tua luz pinto o breu... porque tu és assim: Divina. Inspiras poetas a fazerem amor com as palavras.
_
Teus olhos escondem um mundo.
De horizonte colorido e profundo,
Dá vontade de percorrer, segundo a segundo.
_
Teus lábios são como um leito,
De recorte perfeito.
Foram esculpidos por Deus, a preceito.
_
Imagino o toque dos teus dedos.
Quero senti-lo... sem medos.
E descobrir os teus segredos.
_
À noite és ainda mais desejo. Os meus pensamentos ganham as tuas formas e, tendo como única testemunha o papel em que te escrevo, tento ser poeta. Em vão... porque tu és expressão do Divino. Descrever-te não está ao alcance dos mortais.

3 comentários:

RAMOSFOREST.ENVIRONMENT disse...

O poeta está sempre a tentar expressar sua alma.

Ray disse...

Lindo como tudo que escreves.

Um abraço

~*Ray*~ disse...

Feliz Páscoa"

;)