segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Cartas Perdidas - Parte 4


Decidi desistir de contar os dias que levo sem te ver. É uma tarefa demasiado dolorosa. Se deixar de o fazer talvez eles, esses dias, se distraiam, e deixem de me importunar. Talvez assim a minha recente existência se revista de alguma felicidade. A mesma que sinto quando de te posso olhar, escrever ou apenas sonhar. Tudo o que vai além disto é vazio.
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Hoje não te trago versos. Apenas as minhas palavras. Desejo que um dia as possas ler. Que te sejam doces como chocolate, macias como o algodão... suaves como a seda. Que te façam sorrir, como se fossem flores a acordar, para mais uma vida de Sol, na Primavera.
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Poder escrever-te é libertar-me da prisão da tua ausência. Sonhar-te é viver o nosso destino... mesmo sem o saberes. Ver-te é o pesadelo da realidade... de ainda não te ter.
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Esta carta vai acabar por te chegar, letra a letra, soprada pelo vento. Como os beijos que te mando todos os dias.

4 comentários:

Ingrid Guerra disse...

És mesmo um romântico incurável, este meu novo amigo português. O que me intriga é como alguém com um coração com este e com tal beleza se encontre ainda sozinho. Minha teoria de que as moças lusitanas tenham, todas, problemas de visão aumenta a cada dia. Contudo, enquanto elas não percebem o que perdem, ao menos, nós leitores do “escritos à noite”, ficamos felizes por contemplar belas cartas. Grande abraço procê!

bi disse...

Carregas uma dor tal como a minha... que se chama saudade. Devo talvez dizer-te que faças como eu: bebe um trago de vento, encara o sol de frente e caminha...um dia vais chegar. E eu acredito que também chegarei.Custa...mas, se fosse fácil, não estaríamos assim.

Ni disse...

Maior parte das vezes, tem mesmo de ser assim... E só isso já nos diz o quanto verdadeiro é o que nos vai cá dentro...
Não deixes nunca de Amar!

Um abraço da Ni*

Ana disse...

Impossível acreditar que todo este sentimento não seja inspirado em alguém que preenche essa tua alma... =)