quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Tudo começa em branco


Em branco. Uma batalha de florete em punho para romper o nada. Todas as histórias começam em branco, nada! De inércia afiada, o nada escreve o seu relato, em branco!

É um saber bem viciante.
Que prende. Um labririnto sem caminhos. Branco. Sem nada!

A prisão do nada é como o aconchego de um leito. Adormece-nos. Hipnotiza-nos...

Como o vazio. Que é o imenso branco, ou seja: nada!
Quase todos os dias empunho o meu florete contra o nada. Tento sair do neutro. Derrotar mais uma página em branco.

Mas... nem sempre consigo.

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