domingo, 28 de outubro de 2007

Florbela Espanca

Florbela de Alma da Conceição Espanca. Nasceu em Vila Viçosa a oito de Dezembro de 1894, filha de pai incógnito, e de Antónia da Conceição Lobo. Três anos mais tarde nasceu o seu irmão, Apeles Espanca. Em 1905 matriculou-se no Liceu de Évora, que frequentou até 1912.

Em 1908 fica orfã de mãe, e cinco anos depois vê ser-lhe reconhecida a sua emancipação. Nesse mesmo ano, em 1913, casou pela primeira vez com Alberto de Jesus Silva Moutinho. Entre Junho e Setembro de 1916 colabora com o jornal Notícias de Évora. Um ano depois conclui o Liceu de Évora, onde estudou na área das letras.

Nesse mesmo ano matriculou-se na Faculdade de Direito de Lisboa. Em 1919 tranferiu-se para Coimbra. Por esta altura publicou a sua primeira obra poética: Livro de Mágoas.

Em 1921 divorcia-se do seu primeiro marido. Nesse mesmo ano volta a casar, no Porto, com um oficial de artilharia de seu nome António José Marques Guimarães. Em 1923 publica o livro Sóror de Saudade, e apenas um ano depois o seu segundo marido pede o divórcio.

Em 1925, já divorciada, casa pela terceira e última vez, em Matosinhos, com o médico Mário Pereira Laje. A seis de Junho de 1927, o seu irmão Apeles Espanca morre, num acidente de avião.

No dia sete de Dezembro de 1930, véspera do seu aniversário, Florbela Espanca morre em Matosinhos, local onde no dia seguinte viria a ser sepultada. Charneca em Flor, Cartas de Florbela Espanca, Juvenília ou As Máscaras do Destino, foram algumas das obras da poetisa publicadas a título póstumo.

Uma vida tão curta, e tão cheia. Tão dita.



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