terça-feira, 14 de agosto de 2007

O regresso da paixão das minhas noites

Já ia sendo tempo de aqui escrever sobre uma antiga paixão minha. Tão antiga como eu, e sobre a qual tenho evitado tecer considerações neste blogue. Achava que se enquadrava.
Mas afinal de contas este espaço é meu. E é democrático, enquanto for eu a mandar nele. Só eu.

Além do mais, há algum tempo que não escrevo nada. E mais grave: nada sobre o Glorioso.

A época passada ficou aquém de todas as expectativas. Falhado o título, objectivo maior, falhada uma campanha de brio nas provas europeias, falhada a Taça de Portugal, e por último, falhado o acesso directo à Liga dos Campeões. Muitos falhanços para um clube da dimensão do Benfica. A única coisa que não falhou foi mesmo o final da época de mãos vazias. E com o findar de mais um ano de ilusões desiludidas, vem a fase côr de rosa. Não só pela nova indumentária alternativa, mas também pelo renascer de novos sonhos, que vão ou foram surgindo ao ritmo dos nomes das novas contratações - isto apesar das partidas de jogadores tão influentes como o pequeno grande Miccoli, ou do grego Karagounis.

O Benfica começou por ter um plantel "fortíssimo". Expressão com pouco mais de um mês utilizada amiudadas vezes pela imprensa da especialidade. Expressão que incluia Simão, Manuel Fernandes, Cardozo e companhia no mesmo plantel. O problema é que a poucos dias de se sentir o cheiro da pólvora do tiro de partida de mais uma temporada, Fernando Santos ficou sem Simão, e sem Manuel Fernandes. E se no caso do primeiro falamos apenas do jogador mais influente da última meia dúzia de anos de vida da àguia, pelo que jogava, pelo que marcava e dava a marcar, e pelo que empolgava, no caso de "Manélélé" (que se bem recordam não fez parte da equipa no ano trasacto), está em causa aquele que se preparava para ser o patrão dos encarnados em mais uma demanda pelo sucesso.

É inegável que Fernando Santos continua a ter um plantel com mais soluções que em anos anteriores ele próprio, e também outros timoneiros dispuseram para as bandas da Luz. É da mesma forma inegável que o engenheiro vê o seu trabalho de pré-época seriamente posto em causa, pela segunda vez consecutiva, por vontades que lhe são superiores.. Os motivos são conhecidos de todos.

A curiosidade reside agora em conhecer a real valia de jovens como Di María, Fredy Adu, ou Fábio Coentrão, dos quais está fortemente dependente, mesmo no imediato, o futuro do Benfica. Até para perceber se existe, ou não, um platel assim tão equilibrado como se poderá pensar...

Algumas respostas vão começar a ser conhecidas hoje. Será Cardozo o tal homem dos golos pelo qual o terceiro anel anseia há anos? E Adu? Será assim rão prodigioso? Espero que sim. E Fernando Santos também deve esperar, porque em caso de entrada com pé esquerdo no jogo desta noite com o Copenhaga, o conjunto encarnado pode comprometer o resto da época. E Fernando Santos pode até nem chegar ao Natal... Não esquecer que já lá está vai para um ano sem nada ganhar!


1 comentário:

Sílvio Mendes disse...

Ser Benfiquista é doença mortal. A fase terminal de estar sempre a sonhar com o vermelho na alma.

Reescrevo, saudoso das nossas gloriosas jornadas no Tunas.