segunda-feira, 23 de abril de 2007

Leituras Nocturnas I


Para quem, eventualmente, possa não saber, este senhor aqui do lado ficou conhecido por William Shakespeare. Nasceu na pequena cidade de Stratford-on-Avon, filho de um abastado comerciante, corria o ano de 1564.
Quando completou 14 anos o jovem William foi obrigado a abandonar os estudos, pois uma crise económica destruiu a posição financeira entretanto conquistada por seu pai. A falta de formação fez, de resto, com que Shakespeare fosse, durante muito tempo, olhado de banda pelos "superiores" dramaturgos do seu tempo.
Em 1582 casou. Tinha então 18 anos.
Na década seguinte os vários biógrafos que lhe dedicaram muito do seu tempo perderam-lhe o rasto. Em 1595 escreve a sua primeira grande tragédia. O amor de fim triste e imortal entre Romeu e Julieta.
No período compreendido entre 1601 e 1609 publíca grande parte da obra que o tornou, talvez, no escritor/dramaturgo mais conhecido no mundo inteiro - Hamlet, Othelo, King Lear, ou Macbeth - só para citar as princípais.
Morreu no dia de 25 de Abril de 1616.
A obra de Shakespeare com que me estreio na sua leitura é o Mercador de Veneza, numa versão de bolso, dramatizada. Aqui vos deixo um pequeno excerto:
"Considero o mundo como ele deve ser considerado, como um teatro, em que cada indivíduo é obrigado a representar uma parte... e a minha é bem triste". Palavras de António, amigo de Bassânio.
Dada a minha igorância na matéria, não mais me alongarei com considerações "shakespereanas". Fica apenas a promessa de que vou tentar descobrir mais... Prometo que volto para vos contar.

9 comentários:

rui disse...

o Maior dramaturgo de todos os tempos

samwise disse...

sim senhor, dá gosto perder aqui uns minutos e navegar num ambiente onde reina a arte de bem escrever,é bem afonso
abraço

Marina disse...

Pois é... como menina que sou, é claro que já li «Romeu e Julieta»!! Também li «Hamlet» e gostei muito! Se quiseres dar uma vista de olhos, recomendo a edição da Lello, que traz nas páginas da esquerda o texto original e nas da direita a respectiva tradução (Sophia de Mello Breyner Andresen). Também tive a oportunidade de ver em bailado «Sonho de uma noite de Verão» e penso que será das obras mais mágicas, mas ao mesmo tempo bem cosntruídas da literatura mundial. Vale mesmo a pena...
E andas a escrever bem, tu... Quem diria?!?

elsasilva disse...

Olá!!! juntaste-te à blogosfera!!
BEm-vindo!
Gostei do teu cantinho...
... voltarei...

beijinhos

Sílvio Mendes disse...

;)
eu tenho recebido William através do teatro - Mc Beth e a Morte de Júlio César - e em sonetos.
é genial, mas também cansa :P

Rui Afonso disse...

Cá entre nós, Sílvio, o que mais cansa no teatro de Shakespeare são as pseudo-intelectuais adaptações que teimam fazer, insistentemente, nesto nosso país? Quantos Hamlet não vi, já, que não se aproximam, nem um pouco, do texto original? Eu sei, eu sei - não passo de um conservador que se arrepia com modernices. :)

Boa leitura, Afonso! Garanto que vais gostar.

Abraço

Teresa Olívia disse...

recentemente criei um blog, e navegando descobri este blog se existir algum interesse o meu blog é www.lapis-lazulli.blogspot.com.
Gostei de alguns pensamentos neste blog.

Ni disse...

Existem obras dele muito bonitas...
Mas o mais marcante que ele deixou, na minha opinião, são pensamentos, textos soltos que dão um pouco mais de consciência as pessoas que os lêm...
"Depois de algum tempo aprendes..." Texto que me modificou desde o momento em que o li.

Beijinho**

tintamare disse...

Os autores portugueses tb valem um William S!