sexta-feira, 26 de Junho de 2009
quarta-feira, 24 de Junho de 2009
The real voice
Quando me perguntam porque raio tenho eu esta panca pelo Elvis costumo responder apenas que "é um dos meus melhores amigos". De facto, já perdi a conta às horas que passei a ouvir as suas músicas, a ver os seus videos... enfim. Eu sei que não é muito normal, mas gostos são gostos e não se discutem. Muito menos quando está em causa O REI.
Este video que vos trago pertence à segunda fase da carreira de Elvis Presley. Depois de perder quase uma década a fazer filmes que apenas se preocupavam em explorar a sua imagem, e muito pouco além disso tinham para oferecer, O REI voltou em 1967, num concerto que ficou conhecido como "comeback".
Como o vinho do Porto, Elvis voltou amadurecido e melhor que nunca, dando a conhecer ao mundo a sua melhor forma de sempre. Livre de alguns contratos que o impediam de se adaptar aos novos tempos, O REI pôde dedicar-se aos estilos musicais que maior prazer lhe davam.
Graças a essa "reinvenção", Elvis conseguiu conquistar os fãs que perdera ao afastar-se dos palcos para se dedicar ao cinema, e conseguiu reocupar o seu espaço, agora no meio de outras super-estrelas, como "The Beatles" ou "The Doors".
Esta versão de My Way além do enorme, evidente e inigualável talento de Elvis, mostra uma outra curiosidade acerca da sua fulgurante carreira: a habilidade que tinha para "pegar" em músicas de outros intérpretes e, em muitos casos, superá-los no seu próprio terreno. Outro exemplo é "Bridge Over Troubled Water" original de Paul Simon e Art Garfunkel.
É injusto comparar Elvis com Sinatra. Diria mesmo estúpido. Adoro esta música seja na voz de um, ou na voz de outro. Digo apenas que, na dúvida... prefiro sempre "um dos meus melhores amigos".
O vídeo foi gravado em 1973, salvo erro no concerto "Aloha from Hawaii"
Este video que vos trago pertence à segunda fase da carreira de Elvis Presley. Depois de perder quase uma década a fazer filmes que apenas se preocupavam em explorar a sua imagem, e muito pouco além disso tinham para oferecer, O REI voltou em 1967, num concerto que ficou conhecido como "comeback".
Como o vinho do Porto, Elvis voltou amadurecido e melhor que nunca, dando a conhecer ao mundo a sua melhor forma de sempre. Livre de alguns contratos que o impediam de se adaptar aos novos tempos, O REI pôde dedicar-se aos estilos musicais que maior prazer lhe davam.
Graças a essa "reinvenção", Elvis conseguiu conquistar os fãs que perdera ao afastar-se dos palcos para se dedicar ao cinema, e conseguiu reocupar o seu espaço, agora no meio de outras super-estrelas, como "The Beatles" ou "The Doors".
Esta versão de My Way além do enorme, evidente e inigualável talento de Elvis, mostra uma outra curiosidade acerca da sua fulgurante carreira: a habilidade que tinha para "pegar" em músicas de outros intérpretes e, em muitos casos, superá-los no seu próprio terreno. Outro exemplo é "Bridge Over Troubled Water" original de Paul Simon e Art Garfunkel.
É injusto comparar Elvis com Sinatra. Diria mesmo estúpido. Adoro esta música seja na voz de um, ou na voz de outro. Digo apenas que, na dúvida... prefiro sempre "um dos meus melhores amigos".
O vídeo foi gravado em 1973, salvo erro no concerto "Aloha from Hawaii"
segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Portugal!
Futebol à parte, poucas vezes Portugal esteve tão presente no meu dia à dia como na última semana.
Tudo começou no sábado passado, dia 06, com a inauguração da 46.ª Feira Nacional de Agricultura (FNA). Nessa tarde, as duras criticas de João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal marcaram o arranque da feira, e resumiram o momento conturbado porque passa o sector, mais concretamente a relação entre os seus profissionais e o Ministério da Agricultura.
Alvo das palavras do líder da confederação, Jaime Silva acabou também por assistir via televisão - porque não foi convidado para a FNA - ao "BASTA" que os agricultores gritaram, em concentração no CNEMA, contra as políticas para a agricultura do actual Governo PS.
Avançamos dois dias na semana. Saltamos domingo e segunda. Terça-feira à noite. Cavaco Silva, Presidente da República já está em Santarém para presidir às cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Depois de cumprida - ao segundo - a agenda prevista, encontro-me com sua excelência/Presidente da República/Aníbal/Cavaco Silva num momento que há muito aguardava. Um concerto de Carlos do Carmo, para mim, o Rei do Fado em Portugal.
Um senhor em todos os aspectos, que insiste em melhorar e apurar as suas qualidades conforme os anos vão passando. É bom ouvir as palavras de Ary dos Santos ditas/cantadas por Carlos do Carmo, como só ele sabe cantar/dizer.
Quarta-feira, dia 10 de Junho. A capital do Ribatejo está repleta de militares. São quase quatro mil, a juntar aos muitos milhares de pessoas que saíram à rua para saúdar as Forças Armadas, o Corpo Diplomático e o Estado Maior, e festejar aquela ideia que durante o resto do ano parece um pouco esquecida: Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas.
Eu fiquei junto ao Capitão Salgueiro Maia. Aquele que foi decisivo no 25 Abril, e aquele a quem, um par de anos antes de morrer, o Governo do então Primeiro-ministro Cavaco Silva recusou uma pensão por serviços de relevo prestados ao país. A Portugal.
Vi na primeira fila, o agora Presidente da República homenagear o homem que, na madrugada de 24 para 25 de Abril, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi a Lisboa ajudar a oferecer a liberdade aos portugueses. A homenagem foi às 10h00, em ponto!
Tarde de mais, diria eu.
Sexta-feira, dia 12. Os políticos e os militares já regressaram às suas bases. Em Santarém, que esteve literalmente virada do avesso, a vida começa a regressar ao normal. E a minha semana começa a terminar. São 21h30, chego ao Palácio dos Desportos, em Torres Novas.
A expectativa pelo espectáculo a que vou assistir está muito próxima de tocar o céu. Mariza, a fadista do mundo (ou de outro mundo), entra em palco e juntamente com cinco músicos fabulosos oferece-me um espectáculo que dificilmente esquecerei. Duas horas de excelência entram directamente nos melhores concertos que vi até hoje.
A nossa Mariza excedeu as minhas expectativas. :)
"Beijo de saudade" Mariza & Tito Paris. Aqui sem o Tito, que conto ver nas próximas Festas do Almonda, em Torres Novas, já no início do mês de Julho.
Tudo começou no sábado passado, dia 06, com a inauguração da 46.ª Feira Nacional de Agricultura (FNA). Nessa tarde, as duras criticas de João Machado, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal marcaram o arranque da feira, e resumiram o momento conturbado porque passa o sector, mais concretamente a relação entre os seus profissionais e o Ministério da Agricultura.
Alvo das palavras do líder da confederação, Jaime Silva acabou também por assistir via televisão - porque não foi convidado para a FNA - ao "BASTA" que os agricultores gritaram, em concentração no CNEMA, contra as políticas para a agricultura do actual Governo PS.
Avançamos dois dias na semana. Saltamos domingo e segunda. Terça-feira à noite. Cavaco Silva, Presidente da República já está em Santarém para presidir às cerimónias oficiais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Depois de cumprida - ao segundo - a agenda prevista, encontro-me com sua excelência/Presidente da República/Aníbal/Cavaco Silva num momento que há muito aguardava. Um concerto de Carlos do Carmo, para mim, o Rei do Fado em Portugal.
Um senhor em todos os aspectos, que insiste em melhorar e apurar as suas qualidades conforme os anos vão passando. É bom ouvir as palavras de Ary dos Santos ditas/cantadas por Carlos do Carmo, como só ele sabe cantar/dizer.
Quarta-feira, dia 10 de Junho. A capital do Ribatejo está repleta de militares. São quase quatro mil, a juntar aos muitos milhares de pessoas que saíram à rua para saúdar as Forças Armadas, o Corpo Diplomático e o Estado Maior, e festejar aquela ideia que durante o resto do ano parece um pouco esquecida: Portugal, Camões e as Comunidades Portuguesas.
Eu fiquei junto ao Capitão Salgueiro Maia. Aquele que foi decisivo no 25 Abril, e aquele a quem, um par de anos antes de morrer, o Governo do então Primeiro-ministro Cavaco Silva recusou uma pensão por serviços de relevo prestados ao país. A Portugal.
Vi na primeira fila, o agora Presidente da República homenagear o homem que, na madrugada de 24 para 25 de Abril, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e foi a Lisboa ajudar a oferecer a liberdade aos portugueses. A homenagem foi às 10h00, em ponto!
Tarde de mais, diria eu.
Sexta-feira, dia 12. Os políticos e os militares já regressaram às suas bases. Em Santarém, que esteve literalmente virada do avesso, a vida começa a regressar ao normal. E a minha semana começa a terminar. São 21h30, chego ao Palácio dos Desportos, em Torres Novas.
A expectativa pelo espectáculo a que vou assistir está muito próxima de tocar o céu. Mariza, a fadista do mundo (ou de outro mundo), entra em palco e juntamente com cinco músicos fabulosos oferece-me um espectáculo que dificilmente esquecerei. Duas horas de excelência entram directamente nos melhores concertos que vi até hoje.
A nossa Mariza excedeu as minhas expectativas. :)
"Beijo de saudade" Mariza & Tito Paris. Aqui sem o Tito, que conto ver nas próximas Festas do Almonda, em Torres Novas, já no início do mês de Julho.
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